Aave pode superar Bitcoin e Ethereum e disparar 50 vezes, diz Standard Chartered
Edição #1187 - Dia 26 de junho de 2026
Analistas do Standard Chartered estão apostando alto na Aave, uma das maiores plataformas de empréstimo em finanças descentralizadas (DeFi), projetando que seu token nativo poderia subir quase 50 vezes. Em um relatório de pesquisa divulgado na quarta-feira, Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco, iniciou a cobertura do token Aave (AAVE) com uma meta de preço de US$ 3.500 até o final de 2030. O otimismo segue um período difícil para a Aave, que automatiza empréstimos e tomadas de empréstimos sem intermediários humanos. Um roubo de US$ 291 milhões em abril de uma plataforma DeFi menor, KelpDAO, se espalhou para a Aave, impactando a liquidez e assustando muitos usuários de DeFi a retirarem seus ativos. (Portal do Bitcoin)
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O mercado cripto vive momento de intensa turbulência. O Bitcoin, que despencou abaixo dos US$ 60 mil, acumula perdas que já ultrapassam 50% desde seu pico em outubro de 2024, pressionado por um ambiente macroeconômico desafiador, incluindo inflação persistente e expectativa de alta nos juros pelo Federal Reserve. A cotação frágil tem gerado um efeito cascata entre outros criptoativos, como Ethereum, Solana e XRP, além de um alto volume de liquidações que já soma cerca de US$ 1 bilhão em 24 horas, evidenciando um mercado estruturalmente desajustado e sinalizando que investidores continuam cautelosos, aguardando o momento de capitulação para uma possível recuperação. (CryptoSlate)
Dentro desse cenário conturbado, a gigante financeira BlackRock publicou uma recomendação estratégica: atribuir ao Bitcoin uma alocação modesta de 1% a 2% em portfólios diversificados. Esta posição reconhece o BTC como um diversificador de risco com potencial para melhorar o retorno das carteiras sem comprometer a tolerância ao risco, sinalizando que, mesmo em tempos de baixa, o Bitcoin permanece um componente relevante para investidores com visão de longo prazo e apetite por volatilidade. (Livecoins)
Na esfera regulatória, o mercado europeu enfrenta obstáculos para a entrada da Binance no bloco via licença MiCA, devido a um histórico pesado de sanções e dúvidas sobre a governança e controles internos da empresa. A rejeição da licença em vários países, junto a diligências rigorosas, refletem o maior rigor regulatório que monitora o combate à lavagem de dinheiro e integridade de mercado, colocando a Binance num impasse decisivo que pode restringir sua atuação na União Europeia e abrir espaço para concorrentes localizados que já possuem a autorização. (CryptoSlate)
Em contrapartida ao cenário de queda, o setor de fusões e aquisições no ecossistema cripto está em plena ebulição graças ao aporte de fundos de Wall Street e instituições financeiras tradicionais. No primeiro semestre de 2026, os negócios ultrapassaram US$ 9 bilhões, com norte-americanos e europeus adquirindo startups com licenças regulatórias e infraestrutura consolidada. Essa tendência revela uma reestruturação do setor, onde empresas debilitadas pela crise são absorvidas por grandes players, reforçando que a inovação continuará mantendo a consolidação e profissionalização do mercado. (CryptoSlate)
A Chainlink lançou o Project Pangea, um experimento para acelerar a liquidação de operações cambiais com stablecoins regulamentadas em euro e won coreano. O projeto busca reduzir o tempo entre a execução e a liquidação dos trades, elevando eficiência, mitigando riscos operacionais e alavancando infraestrutura bancária já existente, sinalizando que tokens regulados podem se transformar em infraestrutura crítica para bancos e instituições financeiras globais. (CryptoSlate)
No Brasil, os órgãos públicos demonstram atenção crescente à segurança no ambiente cripto. O Rio de Janeiro criou o NuCripto, núcleo especializado na investigação de crimes envolvendo criptomoedas, com foco especial em lavagem de dinheiro via blockchain. Com apoio de metodologias avançadas e parcerias estratégicas, a iniciativa reforça a luta contra a criminalidade financeira e complementa as políticas de compliance no setor para garantir um ambiente mais seguro para investidores e usuários. (Livecoins)
Ainda no Brasil, o Banco Central estabeleceu normas rígidas para políticas de sucessão na alta direção das plataformas de bitcoin e criptomoedas, reforçando a governança corporativa no setor. A partir de 2027, as empresas precisarão documentar e manter políticas claras para a troca de executivos, avaliando competências técnicas e comportamentais, o que sinaliza uma maturação na estrutura interna das instituições e maior alinhamento regulatório para o mercado nacional. (Livecoins)
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